| PUBLICAÇÕES/ARTIGOS - 6/3/2006 22:58 por Webmaster |
A imagem que se tem do corpo não se constrói apenas a partir dos dados anatômicos ou fisiológicos, mas também de uma percepção subjetiva. Ao longo da vida, o corpo sofre várias modificações e a puberdade é um dos períodos em que elas se manifestam de forma mais significativa. Piercing, tatuagem, adornos etc., poderão se transformar em um problema de saúde se o adolescente, candidato ao uso, não tiver cuidados de higiene durante a colocação e a cicatrização. “Quando a pessoa fura a pele, abre caminho para uma série de impurezas penetrarem no local”, diz uma dermatologista. Nesse caso, a área poderá ficar vulnerável a inflamações e infecções. Acrescenta que poderá haver formação de quelóide [cicatriz exagerada que marca o local]. Nesse caso, caro adolescente, o que faremos? As pessoas que têm o problema devem esquecer o Piercing? O resultado estético não é nada bonito, certo? Allan, odontólogo, pai de adolescente diz que é totalmente contra, especialmente na língua, porque “é um local muito vascularizado e um furo abre as portas para infecções graves”. Ele acrescenta que “se o objeto não for de ouro, de platina ou de uma liga composta em 85%, pelos dois elementos, o risco é ainda maior. Sabemos que a moda pode ser definida como uma forma de se vestir que caracteriza determinada época e determinado grupo. A adolescência é um período fértil para a criação de novos costumes, que colocam em xeque hábitos diversos. A relação do adolescente com a família, é fundamental. Dar ao jovem a possibilidade de falar, questionar e se posicionar sobre o que pensa, sobre o que lhe traz curiosidade e angústia é importante. Os pais, por sua vez, devem se mostrar disponíveis tanto para escutar, quanto para expressar suas concepções e estabelecer limites. Nas modificações do corpo - Incluem-se todas as marcas que o adolescente inscreve em seu corpo: tatuagem, Piercing, e o mais recente body modification [talhar partes do corpo para demarcar determinados momentos de vida com cicatrizes ou implantar objetos na pele]. No entanto, o adolescente precisará conviver com restrições na vida, uma vez que existem limites em todo tipo de relacionamento social e os pais devem estar mais próximos e mais amigáveis, além de demonstrarem confiança no filho. Nessa fase, o diálogo é fundamental. Maria das Graças Teles MartinsPsicóloga, Mestre em Ciências da Educação, Especialista em Sexualidade Humana. Artigo publicado no Jornal o Correio da Paraíba em 11.12.2005 * Os artigos aqui apresentados são de responsabilidade exclusiva de seus autores. |
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